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sábado, 6 de outubro de 2012

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE BLOQUEIO DE BENS DE LULA



Foi publicado no Jornal Correio da Manhã de Lisboa, Portugal em 27/09/2012, que o Ministério Público Federal pediu o Bloqueio das Contas de Lula por improbidade administrativa. Vejam no http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/ministerio-publico-pede-bloqueio-de-bens-de-lula. E os meio de "Comunicação" não falam, porque será? Esse é o cara...


O Ministério Público Federal (MPF) de Brasília pediu à justiça o bloqueio dos bens do ex-presidente Lula da Silva, a quem acusa de improbidade administrativa por ter usado verba pública com claro intento de promoção pessoal.

O bloqueio de bens tem como finalidade garantir a devolução aos cofres públicos de quatro milhões de euros que Lula, segundo o MPF, usou indevidamente.

A acção interposta pelo MPF refere-se ao gasto desses quatro milhões de euros com a impressão e o envio pelo correio de mais de dez milhões de cartas enviadas pela Segurança Social a reformados entre Outubro e Dezembro de 2004, segundo ano do primeiro mandato de Lula.

A missiva avisava os reformados que um convênio estabelecido entre a Segurança Social e o até então desconhecido Banco BMG lhes permitia a partir de então pedirem empréstimos a juros baixos e sem qualquer burocracia àquela instituição bancária, com o desconto das parcelas sendo feito directamente nas reformas.

Até aí não haveria problema, não fossem dois detalhes, que chamaram a atenção dos promotores. O BMG, único banco privado a ser autorizado na altura a realizar esse tipo de empréstimo, conseguiu a autorização em menos de duas semanas, quando o normal seriam vários meses, e as cartas, simples correspondência informativa, eram assinadas por ninguém menos que o próprio presidente da República, algo nada comum para esse tipo de aviso.

COMO ELES SORRIEM...
Para o Ministério Público, não há dúvida de que Lula e o então ministro da Segurança Social, Amir Lando, que também assinou as cartas e é igualmente acusado na acção, usaram a correspondência para obterem promoção pessoal e lucro político e que a acção do presidente da República favoreceu a extrema rapidez com que o BMG conseguiu autorização para operar o negócio, desrespeitando as normas do mercado. A 13.ª Vara Federal, em Brasília, a quem a acção foi distribuída, ainda não se pronunciou sobre o pedido do MPF.

Fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/ministerio-publico-pede-bloqueio-de-bens-de-lula

segunda-feira, 14 de maio de 2012

OS CANALHAS DO MENSALÃO



O LULA NÃO SABIA DE NADA...
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa divulgou hoje (10) seu relatório com um resumo do processo do mensalão. O relatório de Joaquim Barbosa, que acolhe a denúncia da Procuradoria Geral da República contra 38 réus envolvidos com o esquema, tem 122 páginas e descreve como agiu a “sofisticada organização criminosa”, como classifica a denúncia do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para “garantir a continuidade do projeto poder do Partido dos Trabalhadores, mediante a compra de suporte político de outros partidos”.

Leia na íntegra o resumo do mensalão feito por Joaquim Barbosa
Veja quem são os réus apontados na denúncia do mensalão e os crimes a ele imputados

D
e acordo com o rito acertado pelo STF ontem (9) para o julgamento do mensalão, Joaquim Barbosa, como relator do processo, será o segundo a falar. Primeiro, Roberto Gurgel terá cinco horas para fazer a acusação. Em seguida, Joaquim Barbosa terá uma hora para ler o resumo do seu relatório. Para que os ministros já tivessem conhecimento prévio, o ministro divulgou o texto.

I
nicialmente, a denúncia feita por Roberto Gurgel era contra 40 pessoas. Mas o ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira foi afastado por ter colaborado com as coesstigações e o ex-deputado José Janene (PP-SP) morreu.

D
e acordo com a denúncia, a “sofisticada organização criminosa” era “dividida em setores de atuação”, e “se estruturou profissionalmente para a prática de crimes como peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta, além das mais diversas formas de fraude”. Os réus são divididos em grupos. O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, Sílvio Pereira e o ex-presidente do PT José Genoino foram o primeiro grupo, que, para garantir o projeto de poder do PT, criou um esquema para comprar “suporte político” de outros partidos e garantir o financiamento de suas campanhas eleitorais.

P
ara viabilizar isso, o primeiro grupo uniu-se ao “núcleo publicitário”, chefiado pelo “até então obscuro empresário Marcos Valério”. A “quadrilha” de Valério ofereceria seus “préstimos” em troca de “vantagens patrimoniais no governo federal”. Para garantir o suporte financeiro ao esquema, associou-se o terceiro grupo, formado pelos executivos do Banco Rural Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório. Os “mecanismos criminosos” oferecidos ao PT “já vinham sendo praticados”, segundo a denúncia do Procurador-Geral da República, em Minas Gerais, “especialmente a partir do governo” do hoje deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que responde a outra ação também em tramitação no STF.

“Os fatos, como narrados pelo procurador-geral da República, demonstram a existência de uma associação prévia, consolidada ao longo tempo, reunindo os requisitos estabilidade e finalidade voltada para a prática de crimes, além da união de desígnios entre os acusados”, considera Joaquim Barbosa.

http://congressoemfoco.uol.com.br/joaquim-barbosa-divulga-relatorio-do-mensalao.html

segunda-feira, 30 de abril de 2012

COMUNISMO X CAPITALISMO?


Quem conhece um pouco de história não se assusta com os fatos apontados neste relato.
Contudo até a alguns anos atrás quem falasse que havia infiltração comunista na Igreja ou na Política da Terra de Tio Sam não seria levado a sério.


Você se espanta que uma empresa capitalista financie socialistas e comunistas? Ora, o movimento socialista sempre foi financiado pelo capitalismo. Aliás, sem o financiamento dos capitalistas, o movimento socialista sequer poderia existir ou manter-se.

V
ejam só esse primor do socialismo que é o Forum Social Mundial, esse importantíssimo evento progressista, orientado para mostrar que "um outro mundo é possível". Pois bem, ele só existe porque é financiado por organizações super capitalistas, como a Fundação Rockefeller, a Fundação Ford e o George Soros.

A
qui (http://www.forumsocialmundial.org.br/dinamic.php?pagina=apoiadores_2005_por ), você vai encontrar as entidades que pagaram o Forum Social Mundial, entre elas:

http://www.forumsocialmundial.org.br/dinamic.php?pagina=apoiadores_2004_por

E
m 2004, por exemplo, a Fundação Ford contribuiu com 2.269.000 dólares para a realização do Forum Social Mundial (dados do próprio FSM). Uma contribuição  milionária que o capitalismo dá ao socialismo!

O
Movimento dos Sem Terra é outro movimento socialista financiado pela Coroa britânica e pela União Europeia, interessados em destruir o agronegócio brasileiro. Veja aqui a dinheirama que a União Europeia deu para o MST construir uma "universidade" em Guararema para a formação de militantes: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u51645.shtml

O
curioso é que uma das principais financiadoras do MST, a Coroa britânica, é a maior latifundiária do planeta: http://www.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2006/nov/16/122.htm

T
ambém é muito comentado em certos meios políticos o fato de que a fundação do Partido dos Trabalhadores foi viabilizada com dinheiro de capitalistas da Alemanha Ocidental, dinheiro esse intermediado pelo General Golbery, interessado em dividir a crescente influencia que Leonel Brizola, recém-chegado do exílio, tinha sobre a esquerda brasileira. O PT, portanto, seria um "filhote da ditadura", com enxoval pago por capitalistas alemães.

M
as não é de hoje, nem de 1980, que o capitalismo financia o movimento socialista.

O
filosofo Oswald Spengler, no livro O Declínio do Ocidente, já escrevia que "Não existe nenhum movimento proletário, nem comunista, que não tenha operado segundo os interesses do dinheiro".

A
publicação da tradução inglesa do Manifesto Comunista, em Londres (1850), foi feita com dinheiro arrumado por dois capitalistas norte-americanos: Horace Greeley e Clinton Roosevelt. Horace Greeley era o proprietário do jornal New York Tribune, o mais influente jornal norte-americano da época, para o qual Marx trabalhou como correspondente em Londres (http://www.marxists.org/archive/marx/works/subject/newspapers/new-york-tribune.htm). Outro que sustentava Marx era o aristocrata milionário inglês Cowell Stepney. Este conseguiu ser tesoureiro da I Associação Internacional dos Trabalhadores (a I Internacional) e membro de seu Conselho Geral, como se vê da assinatura deste manifesto
(http://www.marxists.org/espanol/m-e/1870s/gcfran/manif1.htm). O próprio parceiro de Marx, Friedrich Engels, era de filho de um rico industrial alemão. No Museu Britânico encontram-se dois cheques de vários milhares de libras esterlinas passados a Karl Marx, com a assinatura de Nathan Rothschild. Por que o maior banqueiro internacional da época socorreria um líder comunista em dificuldades financeiras? Simples e inocente solidariedade  étnica, já que ambos eram judeus?

U
ma grande riqueza de documentos comprovam que a Revolução Russa nasceu de conspirações de financistas ocidentais que começaram mesmo antes da I Guerra Mundial. Conforme o historiador Edward Griffin, "Um dos grandes mitos da historia contemporânea é que a revolução bolchevique foi um levante popular das massas oprimidas contra a odiada classe dominante dos czares. Tanto o planejamento quanto os fundos para a revolução vieram de financiadores na Alemanha, Grã-Bretanha e Estados Unidos" (GRIFFIN, 1964: 263).

E
m janeiro de 1917, Leon Trotski vivia em Nova Iorque, trabalhando como repórter para o jornal The New World. Trotski tinha escapado da Russia, depois da tentativa revolucionaria fracassada de 1905, e fugira para a França, de onde foi expulso devido às suas ações subversivas. "Ele logo descobriu que havia ricos banqueiros em Wall Street que estavam dispostos a financiar uma Revolução na Russia" (STILL, William T. New World Order: The Ancient Plan of Secret Societies. Los Angeles, Huntington House Publishers, 1990. p. 139).

U
m desses banqueiros era Jacob Schiff, cuja família vivera com os Rothschild em Frankfurt. Outro era Elihu Root, advogado da Kuhn, Loeb & Company, de Paul Warburg. De acordo com o jornalista e historiador Gary Allen, "o neto de Jacob, John Schiff, estima que seu avô investiu cerca de 20 milhões de dólares para o triunfo final do bolchevismo na Russia". Root contribuiu com mais 20 milhões segundo registro de 2 de setembro de 1919, do Congresso dos Estados Unidos. O milionário inglês Lorde Alfred Milner também gastou 21 milhões de rublos para financiar a Revolução Russa. Como observou Gary Allen: "Na revolução bolchevique, temos alguns dos homens mais ricos e poderosos do mundo financiando um movimento no qual afirma que sua própria existência é baseada no conceito de arrancar a fortuna de pessoas como os Rothschild, Rockefeller, Schiff, Warburg, Morgan, Harriman e Milner. Mas é obvio que esses homens não têm medo do comunismo internacional. É logico presumir que, se eles o financiaram e não o temem, isso se deve ao fato de que eles o controlam. Pode existir alguma outra explicação que faça sentido?" (ALLEN, 1971: 8).

P
ara saber mais, ler a obra Wall Street and the Bolshevik Revolution, do economista Antony Sutton.

P
or que uma empresa capitalista financiaria o socialismo?

E
xistem diversos motivos, mas um deles pode ser deduzido da própria economia socialista: eliminar o capitalismo produtivo nacional. As organizações que financiam o socialismo pertencem a um tipo muito especifico de capitalismo: o supercapitalismo financeiro internacional. Trata-se de empresas com negócios em todas as partes do mundo, interessadas no controle da economia global. Para eles é interessante eliminar o capitalismo produtivo nacional. E isso se obtém através do socialismo, que elimina física e economicamente os empreendedores nacionais. Um país sem um empresariado nativo, fica inteiramente à mercê dos controladores globais da economia.

U
m exemplo disso pode ser visto na própria União Soviética. Antes da queda dos Romanov, a Russia estava vivendo um intenso surto de prosperidade  econômica. Entre 1892 e 1914, mais de um bilhão de dólares (equivalentes a vinte bilhões hoje) foram aplicados em diversos empreendimentos, na industria e na mineração. Em 1914, a Russia já era considerada a quinta economia do mundo, a maior produtora mundial de petróleo e a maior exportadora de grãos (PIPES, Richard. Historia Concisa da Revolução Russa. Rio de Janeiro, Record, 1997. p. 32). Todo esse surto de empreendedorismo nacional foi destruído pela Revolução comunista, que suprimiu a propriedade privada dos meios de produção, os quais passaram todos para o controle do estado, controlado, por sua vez, pelo supercapitalismo financeiro internacional.

U
ma vez suprimida a existência de capitalistas nacionais, resta aos governos socialistas somente o recurso aos supercapitalistas internacionais como fonte de credito, comercio exterior e financiamento. Ou seja, o estabelecimento do socialismo confere aos supercapitalistas internacionais o monopólio da iniciativa empresarial (direito que é negado violentamente aos naturais do país). Isso porque necessariamente um país socialista dependerá do comercio exterior, o qual não pode ser controlado pela economia planificada (o governo socialista pode determinar os preços dos fatores econômicos dentro do país, mas não controla o que ocorre no resto do mundo). Assim sendo, um estado socialista necessariamente dependerá de empresas capitalistas que comprem as suas mercadorias, forneçam-lhe os bens de que carece e abram-lhe credito para cobrir os déficits.

V
oltemos ao exemplo soviético. Em 1926, após os bolcheviques terem tomado o poder na Russia, a Standard Oil, dos Rockefeller, e sua subsidiaria Vacum Oil Company, através do Chase Manhattan Bank fechou um acordo para vender petróleo soviético nos países europeus. Se é fato, como dizem os filósofos, que a essência de uma coisa é o que ela enfim se torna, a Revolução comunista foi feita para que Rockefeller assumisse o controle do petróleo russo! O mesmo Chase Manhattan Bank, também pertencente aos Rockefeller, desempenhou um papel fundamental na fundação da Camara de Comercio Russo-Americana, em 1922. Em outras palavras, a Revolução socialista transferiu o controle da economia russa, que estava nas mãos de centenas de milhares de capitalistas russos, para um punhado de supercapitalistas internacionais!

M
esmo que os países socialistas retornem à economia de mercado, torna-se muito difícil formar um autentico capitalismo produtivo nacional, pois parte-se quase do zero: da estatização total dos meios de produção. O que ocorre é que cupinchas da oligarquia do Partido Comunista usam de sua influencia politica para apropriar-se do capital e atuar como testas-de-ferro do supercapitalismo internacional. Aliás, muitos deles já faziam isso no mercado negro, durante a vigência do regime socialista. Um exemplo fácil de ser reconhecido é a própria China (citada como exemplo pelo Presidente Lula!).

T
odos esses fatos já estavam previstos antes que a Revolução Russa ocorresse. Em 1906, o Senador norte-americano Frederick Howe explicou em seu livro Confessions of a Monopolist: "Estas são as regras dos grandes negócios: consiga um monopólio e faça com que a sociedade trabalhe para você. Enquanto acreditamos que os revolucionários e os capitalistas internacionais estão às turras, deixamos de ver um ponto crucial (...) a associação entre o capitalismo monopolista internacional e o socialismo revolucionário para um beneficio mutuo". Como descreveu o historiador Gary Allen: "Para os Rockefeller, o socialismo não é um sistema para redistribuir a riqueza (e muito menos para redistribuir sua própria riqueza), mas um sistema para controlar as pessoas e a competição. O socialismo coloca todo o poder nas mãos do governo. Como os Rockefeller controlam os governos, isso significa que eles têm o controle. O fato de você não saber não significa que eles não saibam!" (ALLEN, Gary. The Rockefeller File, cap. 9: "Building the Big Red Machine").

E
xistem, todavia, outros motivos para o supercapitalismo internacional financiar os movimentos socialistas:
1)
a instabilidade social e politica que os movimentos socialistas provocam nos diversos países, ampliando os lucros com a especulação;
2)
a corrida armamentista, que faz com que os diversos estados (mesmo os não-socialistas) registrem déficits públicos imensos e se endividem brutalmente com o sistema financeiro internacional;
3)
o interesse em constituir um governo mundial (controlado pelos supercapitalistas, é claro!).

N
ão há tempo para desenvolvê-los todos aqui, mas espero que minha explicação seja suficiente. O que importa é considerar que a ideologia socialista é um instrumento de dominação dos controladores globais da economia.


Fonte: Marcos Almeida, 22 de novembro de 2009 http://ocomunismoassassino.spaces.live.com/blog/cns!F427918DA8806CC3!309.entry

O Comunismo Assassino - http://ocomunismoassassino.spaces.live.com

sexta-feira, 27 de abril de 2012

BRASIL À BEIRA DE UM GOLPE DE ESTADO



A FOTOGRAFIA FALA POR SI... 
Lula, o PT e seus sequazes nem sequer disfarçam. A CPI que é um recurso político da minoria, desta feita foi convocada pela maioria, isto é, pelo PT e seus asseclas, ou seja aquele bando de picaretas com assento no Congresso Nacional que atende pelo designativo de "base aliada". O mentor da CPI é Lula que, segundo matéria do site de O Globo, avisou que vale a pena correr riscos para alcançar os resultados: massacrar a Oposição.

E
m resumo: a Nação calada consente que o parlamento brasileiro seja utilizado como palco de um embuste, uma pantomima diabólica engendrada pelo cérebro de Lula que, provavelemente, foi afetado pela quimioterapia. O futuro dirá se isso é uma simples ilação. Lula pode ser daqueles que acham que por estar com o pé na cova podem fazer o que bem entendem.

O
ra, uma CPI é uma providência no âmbito parlamentar que demanda tempo, mobilização de parlamentares, funcionários, assessores, técnicos e o escambau. Isto custa dinheiro aos cofres públicos. Se for uma coisa séria para valer, que investigará a roubalheira e a propinagem institucionalizada, diga-se de passagem, pela bandalha do PT, tudo bem. Mas se for apenas uma jogada político-eleitoral e com a finalidade precípua de criar as condições para desviar a opinião pública do crime do mensalão e promover a procrastinação de seu julgamento a Nação não está apenas sendo iludida, mas à beira de um golpe de Estado mais à frente. 

N
otem por exemplo, que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira, por unanimidade, uma proposta de emenda constitucional (PEC) que permite ao Congresso sustar decisões do Poder Judiciário. Atualmente, o Legislativo pode mudar somente decisões do Executivo. A proposta seguirá agora para uma comissão especial.

E
ssa proposta de emenda constitucional é mais um passo em consonância com as diretrizes do Foro de São Paulo, a organização comunista fundada por Lula, Chávez et caterva. Quanto a isso não há dúvida nenhuma. Caso esses tarados ideológicos do PT consigam aprovar essa afronta ao Estado de Direito Democrático, consuma-se um Golpe de Estado puro e simples. 

É
que o Direito (dentro do Estado de Direito Democrático) tem sua funcionalidade e eficácia, ou seja, a segurança jurídica, dependente da estrita obediência às decisões judiciais. Essas decisões podem ser contestadas dentro dos parâmetros legais/processuais constitucionais, porém não podem sob nenhuma hipótese serem desobedecidas. Em outras palavras, a aprovação dessa PEC destrói o principal fundamento do Estado de Direito Democrático.

E
m todos os países latino-americanos sob a direção do Foro de São Paulo, como a Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua, Argentina, Paraguai e Uruguai assiste-se ao desmonte das instituições democráticas. O método aplicado é que é diferente de país para país, embora o objetivo seja o mesmo. Assim, diferentes estratégicas são aplicadadas para atingir o mesmo objetivo, a comunização do continente latino-americano. 

E
ssa CPI, por exemplo, criada pelo Lula, que é um dos principais articuladores do Foro de São Paulo, tem em mira abrir espaço para hegemonia política do PT. E isso acontece em todos esses países que mencionei, mas como disse, de forma diferente e adequada às situações locais.

O
s comunistas do PT agem simultaneamente em várias frentes. Enquanto a CPI do Cachoeira é montada para esmagar lideranças oposicionistas, ao mesmo tempo corre silencioso pela Câmara a PEC - Proposta de Emenda Constitucional que emascula o Poder Judiciário.

A
s outras frentes de ataque do PT às instituições democráticas são levadas a efeito por um conjunto de novas regras de conduta social baseadas no pensamento politicamente correto. Estas podem parecer pontuais, estarem de acordo com um suposto avanço. Incluem-se aí coisas como o Kit Gay, a descriminalização do aborto, a liberalização dos entorpecentes, como a maconha e até mesmo a prosaica proibição de fumar em praça pública. Quanto ao uso do tabaco, essa campanha anti-fumo permite moldar as consciências de forma que o governo possa aumentar desmesuradamente os impostos do comércio de cigarros. Ninguém levanta a voz contra essa torrente de iniquidades que vem sendo transformada em lei. Até que não exista mais qualquer tipo de reação à intromissão do Estado na vida privada das pessoas. Na atualidade ainda se vive um resquicio dessa guerra de valores. Mais adiante não háverá mais nenhum tipo de resistência e os cérebros dos cidadãos já estarão completamente abduzidos pela lavagem cerebral consumada pela canalha ideológica que se adonou da Nação brasileira.

N
inguém reflete sobre tudo isso. Tanto é que Lula e seus sequazes continuam dando as cartas e conseguem, até mesmo, criar um CPI fajuta para a realização de suas ambições de poder absoluto, enquanto a massa de orelhudos fala à boca pequena que o PT não sai mais do poder. Ora, com essa atitude bovinamente alienada, oportunista e acrítica será isto mesmo que irá acontecer. 

A
rigor, Lula e seus asseclas já conseguiram calar a Oposição. A CPI fajuta desviará a atenção da população não apenas com relação ao mensalão, mas também da PEC que liquida o Poder Judiciário e impõe uma fissura irreparável nos fundamentos da democracia, da segurança jurídica e, por fim, da liberdade.

C
om o aparelhamento ideológico da Ordem dos Advogados do Brasil, das universidades, das escolas em todos os níveis, das organizações estudantis, dos sindicatos e centrais sindicais - inclusive as patronais como a Conferação Nacional da Indústria (CNI), constata-se que a Nação está assim como "enfeitiçada" pelo canto de sereia dos comunistas, agora travestidos de ecologistas e de pseudos libertários, na verdade autênticos liberticidas.

Finalmente, a grande mídia dá a contribuição definitiva para que toda a verdade seja substituída pela repetição da mentira até que esta se torne - pasmem - uma verdade incontestável. Prestam-se, como lacaios de Lula, do PT e seus sequazes, os jornalistas em sua maioria. Calculo que 99% dos jornalistas da grande imprensa brasileira fazem parte dessa legião de mentirosos e idiotas de todos os matizes.

E
u sei o que estou afirmando. Estou no jornalismo há mais de 40 anos e trabalhei em jornais diários. Também sou advogado inscrito na OAB, Mestre em Direito e também trabalhei durante vários anos na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarinsa (FIESC). Conheço muito bem o ambiente político e empresarial, bem como os empresários brasileiros em nível nacional. 

A
ssim, acumulo um acervo de conhecimento e informação - sem qualquer modéstia - respeitável. Isto conjugado com a minha memória - sem modéstia também - estupenda, se transforma numa poderosa ferramenta para a produção de análises políticas, econômicas e sociológicas em níveis nacionais e internacionais.E, também sem qualquer falsa modéstia, escrevo sobre qualquer assunto.

E
spero poder contribuir de alguma forma para melhorar o Brasil. Se é que o lixo ocidental possa sofrer algum tipo de mudança positiva.

Fonte: Aloízio Amorim é jornalista - http://www.aluizioamorim.blogspot.com.br/  - 26 de abril de 2012

General Morão Filho não conheceu o Lula e sua catervas, mas veja o que ele disse...




Homem quem gritou ‘abaixo a ditadura’ [SIC – ABAIXO O COMUNISMO] em missa ficou 20 dias detido e não esperava sair vivo

‘Faria tudo novamente’, diz preso durante visita do Papa a Cuba


OLHA AÍ O PT DE CUBA... A GENTE CHEGA LÁ...
RIO — Quatro dias antes de completar 40 anos, o fotógrafo cubano Andrés Carrión Alvarez tomou uma decisão que mudou sua vida e fez com que seu rosto se tornasse uma imagem conhecida no mundo todo: protestar contra o regime comunista durante a missa do Papa Bento XVI em Santiago de Cuba no dia 26 de março com palavras de ordem como “abaixo o comunismo!” e “abaixo a ditadura”. Em entrevista ao GLOBO, ele contou que agora enfrenta as consequências do protesto, depois de passar 20 dias na prisão.


Na cadeia, ele passou por sessões de interrogatório, permaneceu sem acesso à água limpa e com apenas 20 minutos de luz elétrica por dia em uma cela suja e fedorenta, mas não sofreu maus-tratos:
— Eles sabiam que o mundo tinha visto o que havia ocorrido comigo e que muita gente aguardava notícias.

Mas os problemas não acabaram com a saída da prisão. Desde então, Carrión conta que vive com a casa cercada e é seguido por agentes de segurança onde quer que vá. Ele precisa se apresentar semanalmente em uma unidade de operações policiais, não pode sair do município, nem se reunir com opositores ou participar de manifestações. Ele mesmo reconheceu que não pretende cumprir todas as regras.

— Como em qualquer ação humana, há os que criticam e os que apoiam. Tenho recebido mais críticas de pessoas ligadas ao regime. Mas o povo, esse tem me apoiado muito — disse.
Mensagens bíblicas substituídas pelo horóscopo
Carrión diz não ter vínculos com movimentos de dissidentes ou críticos do regime, mas reconhece que estes foram os grupos mais preocupados com seu destino após a prisão na Praça Antonio Maceo. O fotógrafo teme que as ações de vingança de agentes de segurança ou simpatizantes do regime atinjam sua família. Ele receia que qualquer ato de vingança tenha sido apenas postergado diante da atenção mundial ao episódio. Apesar disso, otimista, prevê que em pouco tempo não será mais o único a levantar a voz contra o regime comunista dos irmãos Castro:

— Faria tudo novamente. A mobilização em Cuba precisa começar em algum lugar. Quando um cubano enfrenta o governo, isso é uma mostra de que perdemos o medo. 

Mesmo que isso signifique arriscar a própria vida.

O único lamento, para Carrión, é que os presentes à missa do Papa Bento XVI não tenham aproveitado o momento para se manifestar em conjunto. Mas reconhece que a expectativa era mais um desejo do que uma possibilidade diante do amplo esquema de segurança montado para o evento.

O fotógrafo nega que o protesto tenha sido uma tentativa de obter um visto para os EUA. — A ação que tomei nunca foi motivada por um ato tão egoísta quanto obter um visto. Não esperava nem mesmo regressar com vida. Pensava que iam me matar — disse.

Católico, ele tem conversado com sacerdotes para explicar seus atos e ressalta que nunca teve a intenção de prejudicar o trabalho da Igreja na ilha, que conta com menos de 10% de católicos praticantes.

Em sua conta no Twitter, a blogueira Yoani Sánchez afirmou que um serviço telefônico para receber passagens bíblicas, criado por conta da visita do Papa, foi substituído menos de um mês após a passagem do Pontífice por mensagens do horóscopo. “Conquista do Papa em Cuba que não durou nada”, escreveu.

Para Elizardo Sánchez, da Comissão Cubana de Direitos Humanos, uma organização considerada ilegal, mas tolerada pelo governo, a repressão contra os opositores do regime não diminuiu após a visita de Bento XVI. E as conquistas da Igreja se concentram mais em suas atividades pastorais. Para ele, o protesto de Carrión é único, mas reflete a motivação do povo cubano:


— Existem muitas pessoas como ele em Cuba. Pessoas sem ligação com movimentos políticos, mas insatisfeitas com o governo. Mas nem todas estão dispostas a correr o risco de ir para a prisão.

Fonte: http://oglobo.globo.com/mundo/faria-tudo-novamente-diz-preso-durante-visita-do-papa-cuba-4727859#ixzz1t2P2bikR

domingo, 27 de novembro de 2011

A república é um lixo mesmo...



Foi para o ‘quinto dos infernos’ 



Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo à Colônia, isto é, Portugal.
E
sse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima era chamada de "O Quinto". Tal imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.
O
"Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam ‘o quinto dos infernos’.
A
partir daí a expressão passou a designar aquilo que de pior havia.
E
m determinado momento, a Coroa portuguesa houve por bem cobrar os ‘quintos atrasados’ numa só prestação. O episódio tornou-se conhecido como ‘Derrama’.
R
evoltou-se a população. Segundo certa legenda, o incidente teria sido o pivô da ‘Inconfidência Mineira’, que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

P
assamos da vilipendiada Monarquia para a conspícua República.
S
egundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, ao final do ano de 2010 (ou seja, há mais ou menos um ano), a carga tributária brasileira chegou a 38%, o que corresponde a praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção.
C
omo traduzir em miúdos a nova situação?
A
carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira. Significa que pagamos hoje, literalmente, ‘dois quintos dos infernos’ de impostos...
Q
uer dizer, para termos acesso ao ‘paraíso’ republicano, somos condenados a um doloroso ‘purgatório’, que nos custa nada mais nada menos do que ‘dois quintos daqueles infernos’, dos quais a República supostamente nos veio safar...
A
final, o rodízio de ‘mensaleiros’ e as falcatruas das ONGs de plantão, mais as orgias dos dispêndios da classe política, sem contar os poulpudos salários, comissões e jetons dos inoperantes e degradados Três Poderes, devem ser bem municiados...
N
osso dinheiro é, pois, ‘legalmente’ confiscado em dobro pelos brasões da república.
P
or que não exigir, pelo menos, um abatimento de cinqüenta por cento?
N
ada que vá além dos... ‘quintos do inferno’!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

COMO DEBATER COM ESQUERDISTAS

Os liberais e conservadores deste país nunca hão de tirar o pé da lama enquanto continuarem acreditando que nada mais os separa dos esquerdistas senão uma divergência de idéias, apta a ser objeto de polidas discussões entre pessoas igualmente honestas, igualmente respeitáveis. A diferença específica do movimento revolucionário mundial é que ele infunde em seus adeptos, servidores e mesmo simpatizantes uma substância moral e psicológica radicalmente diversa daquela que circula nos corações e mentes da humanidade normal. 

O
revolucionário sente-se membro de uma supra-humanidade ungida, portadora de direitos especiais negados ao homem comum e até mesmo inacessíveis à sua imaginação. Quando você discute com um esquerdista, ele se apóia amplamente nesses direitos, que você ignora por completo. A regra comum do debate, que você segue à risca esperando que ele faça o mesmo, é para ele apenas uma cláusula parcial num código mais vasto e complexo, que confere a ele meios de ação incomparavelmente mais flexíveis que os do adversário. Para você, uma prova de incoerência é um golpe mortal desferido a um argumento. Para ele, a incoerência pode ser um instrumento precioso para induzir o adversário à perplexidade e subjugá-lo psicologicamente. Para você, a contradição entre atos e palavras é uma prova de desonestidade. Para ele, é uma questão de método. A própria visão do confronto polêmico como uma disputa de idéias é algo que só vale para você. Para o revolucionário, as idéias são partes integrantes do processo dialético da luta pelo poder; elas nada valem por si; podem ser trocadas como meias ou cuécas. Todo revolucionário está disposto a defender “x” ou o contrário de “x” conforme as conveniências táticas do momento. Se você o vence na disputa de “idéias”, ele tratará de integrar a idéia vencedora num jogo estratégico que a faça funcionar, na prática, em sentido contrário ao do seu enunciado verbal. Você ganha, mas não leva. A disputa com o revolucionário é sempre regida por dois códigos simultâneos, dos quais você só conhece um. Quando você menos espera, ele apela ao código secreto e lhe dá uma rasteira.

V
ocê pode se escandalizar de que um desertor das tropas nacionais seja promovido a general post mortem enquanto no regime que ele desejava implantar no país o fuzilamento sumário é o destino não só dos desertores, mas de meros civis que tentem abandonar o território. Você acha que denunciando essa monstruosa contradição acertou um golpe mortal nas convicções do revolucionário. Mas, por dentro, ele sabe que a contradição, quanto menos explicada e mais escandalosa, mais serve para habituar o público à crença implícita de que os revolucionários não podem ser julgados pela moral comum. A derrota no campo dos argumentos lógicos é uma vitória psicológica incomparavelmente mais valiosa. Serve para colocar a causa revolucionária acima do alcance da lógica.

V
ocê não pode derrotar o revolucionário mediante simples “argumentos”. A eles é preciso acrescentar o desmascaramento psicológico integral de uma tática que não visa a vencer debates, mas a usar como um instrumento de poder até mesmo a própria inferioridade de argumentos. Em cada situação de debate é preciso transcender a esfera do confronto lógico e pôr à mostra o esquema de ação em que o revolucionário insere a troca de argumentos e qual o proveito psicológico e político que pretende tirar dela para muito além do seu resultado aparente.

M
as isso quer dizer que o único debate eficiente com esquerdistas é aquele que não consente em ficar preso nas regras formais num confronto de argumentos, mas se aprofunda num desmascaramento psicológico completo e impiedoso.

P
rovar que um esquerdista está errado não significa nada. Você tem é de mostrar como ele é mau, perverso, falso, deliberado e maquiavélico por trás de suas aparências de debatedor sincero, polido e civilizado.

F
aça isso e você fará essa gente chorar de desespero, porque no fundo ela se conhece e sabe que não presta. Não lhe dê o consolo de uma camuflagem civilizada tecida com a pele do adversário ingênuo.

Fonte: Olavo de Carvalho, filósofo, Diário do Comércio, 20 de junho de 2007

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

É PROIBIDO PERCEBER


OLAVO DE CARVALHO

Será que já esqueceram? O projeto de lei que dá à corrupção o estatuto de “crime hediondo” não teve origem inocente, nem sequer decente: foi enviado à Câmara em 2009 por aquele mesmo indivíduo que, acusado de inventor e gestor do maior esquema de corrupção que já se viu neste país, apostou na lentidão da Justiça como garantia de sua eterna e tranqüilíssima impunidade.

Nada mais típico da mentalidade criminosa que a afetação de honestidade exagerada, hiperbólica, histriônica. Encobrindo com uma máscara de severidade o sorrisinho cínico que lhe vai por dentro, o capomafioso não se satisfaz com ostentar a idoneidade média do cidadão comum. Não. Ele tem de ser o mais honesto, o mais puro, o modelo supremo das virtudes cívicas e, no fim das contas, o caçador de meliantes, a garantia viva da lei e da ordem.

Confiante, como sempre, na eficácia da sua performance, o indivíduo permitia-se até blefar discretamente, sabendo que, no ambiente de culto reverencial montado em torno da sua pessoa, ninguém se permitiria perceber que ele falava de si mesmo: “O corrupto é o que mais denuncia, porque acha que não será pego.”

Isso era, de fato, mais que o resumo sintético de trinta anos de luta de um partido que galgou os degraus do poder escalando pilhas de cadáveres políticos embalsamados em acusações de corrupção. Era a definição do que aquele homem estava fazendo naquele mesmo momento. Mas quem, neste país, ainda é capaz de comparar a fala com a situação e distinguir entre a sinceridade e o fingimento?

Li outro dia um estudo sobre os males do botox, que, travando o jogo natural dos músculos da face, destrói a expressão emocional espontânea e confunde a leitura imediata de sinais em que se baseia toda a convivência humana.

Mais que o botox, porém, têm esse efeito as imposições legais e morais de um Estado psicologicamente prepotente e invasivo, que em nome dos direitos humanos extingue o direito às reações naturais.

Se por lei é proibido distinguir, na fala e no tratamento, entre uma mulher e um homem vestido de mulher, ou entre a voz feminina e a sua imitação masculina, se a simples associação da cor preta com o temor da noite é alusão racista, se o simples fato de designar uma espécie animal pelo seu exemplar masculino é um ato de opressão machista, todas as demais distinções espontâneas, naturais, auto-evidentes, arraigadas no fundo do subconsciente humano pela natureza das coisas e por uma experiência arquimilenar, tornam-se automaticamente suspeitas e devem ser refreadas até prova suficiente de que não infringem nenhum código, não ofendem nenhum grupo de interesses, não magoam nenhuma suscetibilidade protegida pelo Estado.

Quantas mais condutas pessoais são regradas pela burocracia legisferante, mais complexa e dificultosa se torna a percepção humana, até que todas as intuições instantâneas se vejam paralisadas por uma escrupulosidade mórbida e estupidificante, e o temor das convenções arbitrárias suprima, junto com as reações espontâneas, todo sentimento moral genuíno.

Não é de espantar que, nessa atmosfera de inibição geral das consciências, a encenação de combate moralista por um corrupto notório não desperte nem mesmo o riso, e que a proposta cínica com que ele encobre seus próprios crimes seja levada literalmente a sério no instante mesmo em que ele, brincando com a platéia como gato com rato, se permite mostrar sua face de denunciante hipócrita sem o menor temor de que alguém venha a comparar suas palavras com seus atos.

A desgraça vai mais fundo. Pouco a pouco, o código de inibições fabricado por grupos de pressão vai sendo elevado à condição de único sistema moral vigente, e ninguém parece se dar conta de que o nível de corrupção tem algo a ver com a moralidade comum. À medida que as consciências se entorpecem, as aspirações morais perdem toda ligação com a realidade e se enrijecem num ritual mecânico de poses e caretas sem sentido. Todos parecem imaginar que, num ambiente de degradação geral onde cinqüenta mil homicídios anuais são aceitos como uma banalidade indigna de discussão, é possível preservar intacto e imune um único bem – o dinheiro público –, isolado e protegido de todos os pecados. Num Estado para o qual as fantasias sexuais são mais santas, mais dignas de proteção do que os direitos da consciência religiosa e os princípios da moral popular, todo combate oficial à corrupção nunca pode passar de uma farsa – esta sim – hedionda.


Fonte: Olavo de Carvalho, filósofo, Diário do Comércio, 19 de setembro de 2011
http://www.olavodecarvalho.org/index.html

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A MULTIDÃO NÃO TEM MEMÓRIA PRÓPRIA, ESTÁ A MERCÊ DA MÍDIA E DO SISTEMA NACIONAL DE ENSINO

Como todos os meninos da escola na minha época, eu não podia cantar o Hino Nacional ou prestar um juramento à bandeira sem sentir que estava participando de uma pantomima. A gente ria às escondidas, fazia piadas, compunha paródias escabrosas.

Os símbolos do patriotismo, para nós, eram o supra-sumo da babaquice, só igualado, de longe, pelos ritos da Igreja Católica, também abundantemente ridicularizados e parodiados entre a molecada, não raro com a cumplicidade dos pais. Os professores nos repreendiam em público, mas, em segredo, participavam da gozação geral. 
Cresci, entrei no jornalismo e no Partido Comunista, freqüentei rodas de intelectuais. 
Fui parar longe da atmosfera da minha infância, mas, nesse ponto, o ambiente não mudou em nada: o desprezo, a chacota dos símbolos nacionais eram idênticos entre a gente letrada e a turminha do bairro. 
Na verdade, eram até piores, porque vinham reforçados pelo prestígio de atitudes cultas e esclarecidas. Graciliano Ramos, o grande Graciliano Ramos, glória do Partidão, não escrevera que o Hino era “uma estupidez”? 
Mais tarde, quando conheci os EUA, levei um choque. Tudo aquilo que para nós era uma palhaçada hipócrita os americanos levavam infinitamente a sério. 
Eles eram sinceramente patriotas, tinham um autêntico sentimento de pertinência, de uma raiz histórica que se prolongava nos frutos do presente, e viam os símbolos nacionais não como um convencionalismo oficial, mas como uma expressão materializada desse sentimento. 
E não imaginem que isso tivesse algo a ver com riqueza e bem-estar social. Mesmo pobres e discriminados se sentiam profundamente americanos, orgulhosamente americanos, e, em vez de ter raiva da pátria porque ela os tratava mal, consideravam que os seus problemas eram causados apenas por maus políticos que traíam os ideais americanos. 
Correspondi-me durante anos com uma moça negra de Birmingham, Alabama. Ali não era bem o lugar para uma moça negra se sentir muito à vontade, não é mesmo? 
Mas se vocês vissem com que afeição, com que entusiasmo ela falava do seu país! E não só do seu país: também da sua igreja, da sua Bíblia, do seu Jesus. Em nenhum momento a lembrança do racismo parecia macular em nada a imagem que ela tinha da sua pátria. 
A América não tinha culpa de nada. A América era grande, bela, generosa. A maldade de uns quantos não podia afetar isso em nada. Ouvi-la falar me matava de vergonha. 
Se alguém no Brasil dissesse essas coisas, seria exposto imediatamente ao ridículo, expelido do ambiente como um idiota-mor ou condenado como reacionário um integralista, um fascista. 
Só dois grupos, neste país, falavam do Brasil no tom afetuoso e confiante com que os americanos falavam da América. 
O primeiro era os imigrantes: russos, húngaros, poloneses, judeus, alemães, romenos. Tinham escapado ao terror e à miséria de uma das grandes tiranias do século (alguns, das duas), e proclamavam, sem sombra de fingimento: “Este é um país abençoado!” Ouvindo-nos falar mal da nossa terra, protestavam: “Vocês são doidos. 
Não sabem o que têm nas mãos”.Eles tinham visto coisas que nós não imaginávamos, mediam a vida humana numa outra escala, para nós aparentemente inacessível. Falávamos de miséria, eles respondiam: “Vocês não sabem o que é miséria”.Falávamos de ditadura, eles riam: “Vocês não sabem o que é ditadura”. 
No começo isso me ofendia. “Eles acham que sabem tudo”, dizia com meus botões. Foi preciso que eu estudasse muito, vivesse muito, viajasse muito, para entender que tinha razão, mais razão do que então eu poderia imaginar. 
A partir do momento em que entendi isso, tornei-me tão esquisito, para meus conterrâneos como um estoniano ou húngaro, com sua fala embrulhada e seu inexplicável entusiasmo pelo Brasil, eram então esquisitos para mim. 
Digo, por exemplo, que um país onde um mendigo pode comer diariamente um franco assado por dois dólares é um país abençoado, e as pessoas querem me bater. 
Não imaginam o que possa ter sido sonhar com um frango na Rússia, na Alemanha, na Polônia, e alimentar-se de frangos oníricos. 
Elas acreditam que em Cuba os frangos dão em árvores e são propriedade pública. Aqueles velhos imigrantes tinham razão: o brasileiro está fora do mundo, tem uma medida errada da realidade. 
O outro grupo onde encontrei um patriotismo autêntico foi aquele que, sem conhecê-lo, sem saber nada sobre ele, exceto o que ouvia de seus inimigos, mais temi e abominei durante duas décadas: os militares. 
Caí no meio deles por mero acaso, por ocasião de um serviço editorial que prestava para a Odebrecht que me pôs temporariamente de editor de texto de um volumoso tratado “O Exército na História do Brasil”. 
A primeira coisa que me impressionou entre os militares foi sua preocupação sincera, quase obsessiva, com os destinos do Brasil. 
Eles discutiam os problemas brasileiros como quem tivesse em mãos a responsabilidade pessoal de resolvê-los. Quem os ouvisse sem saber que eram militares teriam a impressão de estar diante de candidatos em plena campanha eleitoral, lutando por seus programas de governo e esperando subir nas pesquisas junto com a aprovação pública de suas propostas. 
Quando me ocorreu que nenhum daqueles homens tinha outra expectativa ou possibilidade de ascensão social senão as promoções que automaticamente lhes viriam no quadro de carreira, no cume das quais nada mais os esperava senão a metade de um salário de jornalista médio, percebi que seu interesse pelas questões nacionais era totalmente independente da busca de qualquer vantagem pessoal. 
Eles simplesmente eram patriotas, tinham o amor ao território, ao passado histórico, à identidade cultural, ao patrimônio do país, e consideravam que era do seu dever lutar por essas coisas, mesmo seguros de que nada ganhariam com isso senão antipatias e gozações. 
Do mesmo modo, viam os símbolos nacionais – o hino, a bandeira, as armas da República – como condensações materiais dos valores que defendiam e do sentido de vida que tinham escolhido. Eles eram, enfim, “americanos” na sua maneira de amar a pátria sem inibições. 
Procurando explicar as razões desse fenômeno, o próprio texto no qual vinha trabalhando me forneceu uma pista. 
O Brasil nascera como entendida histórica na Batalha dos Guararapes, expandira-se e consolidara sua unidade territorial ao sabor de campanhas militares e alcançara pela primeira vez, um sentimento de unidade autoconsciente por ocasião da Guerra do Paraguai, uma onda de entusiasmo patriótico hoje dificilmente imaginável. 
Ora, que é o amor à pátria, quando autêntico e não convencional, senão a recordação de uma epopéia vivida em comum? 
Na sociedade civil, a memória dos feitos históricos perdera-se, dissolvida sob o impacto de revoluções e golpes de Estado, das modernizações desaculturantes, das modas avassaladoras, da imigração, das revoluções psicológicas introduzidas pela mídia. 
Só os militares, por força da continuidade imutável das suas instituições e do seu modo de existência, haviam conservado a memória viva da construção nacional. 
O que para os outros eram datas e nomes em livros didáticos de uma chatice sem par, para eles era a sua própria história, a herança de lutas, sofrimentos e vitórias compartilhadas, o terreno de onde brotava o sentido de suas vidas. 
O sentimento de “Brasil”, que para os outros era uma excitação epidérmica somente renovada por ocasião do carnaval ou de jogos de futebol (e já houve até quem pretendesse construir sobre essa base lúdica um grotesco simulacro de identidade nacional), era para eles o alimento diário, a consciência permanentemente renovada dos elos entre passado, presente e futuro. 
Só os militares eram patriotas porque só os militares tinham consciência da história da pátria como sua história pessoal. 
Daí também outra diferença. A sociedade civil, desconjuntada e atomizada, é anormalmente vulnerável a mutações psicológicas que induzidas do Exterior ou forçadas por grupos de ambiciosos intelectuais ativistas apagam do dia para a noite a memória dos acontecimentos históricos e falseiam por completo a sua imagem do passado. 
De uma geração para outra, os registros desaparecem, o rosto dos personagens é alterado, o sentido todo do conjunto se perde para ser substituído, do dia para a noite, pela fantasia inventada que se adapte melhor aos novos padrões de verossimilhança, impostos pela repetição de slogans e frases-feitas.
Toda a diferença entre o que se lê hoje na mídia sobre o regime militar e os fatos revelados no site de Ternuma vem disso. Até o começo da década de 80, nenhum brasileiro, por mais esquerdista que fosse, ignorava que havia uma revolução comunista em curso, que essa revolução sempre tivera respaldo estratégico e financeiro de Cuba e da URSS, que ele havia atravessado maus bocados em 1964 e tentara se rearticular mediante as guerrilhas, sendo novamente derrotada. 
Mesmo o mais hipócrita dos comunistas, discursando em favor da “democracia”, sabia perfeitamente a nuance discretamente subentendida nessa palavra, isto é, sabia que não lutava por democracia nenhuma, mas pelo comunismo cubano e soviético, segundo as diretrizes da Conferência Tricontinental de Havana. 
Passada uma geração tudo isso se apagou. A juventude, hoje, acredita piamente que não havia revolução comunista nenhuma, que o governo João Goulart era apenas um governo normal eleito constitucionalmente, que os terroristas da década de 70 eram patriotas brasileiros lutando pela liberdade e pela democracia. 
No Brasil, a multidão não tem memória própria. Sua vida é muito descontínua, cortada por súbitas mutações modernizadoras, não compensadas por nenhum daqueles fatores de continuidade que preservava a identidade histórica do meio militar. 
Não há cultura doméstica, tradições nacionais, símbolos de continuidade familiar. A memória coletiva está inteiramente a mercê de duas forças estranhas: a mídia e o sistema nacional de ensino. 
Quem dominar esses dois canais mudará o passado, falseará o presente e colocará o povo no rumo de um futuro fictício. 
Por isso o site de Ternuma é algo mais que a reconstituição de detalhes omitidos pela mídia.
É uma contribuição preciosa à reconquista da verdadeira perspectiva histórica de conjunto, roubada da memória brasileira por manipuladores maquiavélicos, oportunistas levianos e tagarelas sem consciência.
Perguntam-me se essa contribuição vem dos militares? Bem, de quem mais poderia vir?


Fonte: Fonte: Olavo de Carvalho, filósofo